-
21/03/2008
<div style="color:Black" align="CENTER">CTs: O MANUAL DO PROPRIETÁRIO
Feriadão, todo mundo devagar, aproveito para tecer umas considerações sobre a oportunidade e a importância do CT do Caju,
Inicialmente, uma das coisas a considerar quando se questiona a propriedade do CT do Caju, como todos Centros de Treinamento, não vêm com MANUAL DO PROPRIETÁRIO.

O CT do Caju é o mais luxuoso e completo do Brasil
Ou seja, a operação de um CT demanda a acumulação de conhecimentos específicos e próprios, diferentes daqueles que exigem na operação de um supermercado, ou um estabelecimento comercial, que não é encontrada em CD, livro, monografia ou filme.
CTs exigem uma universalidade de disciplinas, ciências e interesses como: a formação de pessoal especializado, equipamentos adequados, formação de categorias completas para obter a progressão, calendário esportivo, departamentos técnicos especializados, profissionais habilitados, programas científicos (médicos, nutricionais, fisico-biológicos, etc.) entre outros.
Não adianta fazer a estrutura física (hardware – um prédio) se o pessoal que opera e o meio que se desenvolverão sua capacidade profissional, não conjugar com a administração dos trabalhos (software – equipamentos-programação).
Este conhecimento no Brasil era somente detido talvez pelos bambis paulistas e pelo Cruzeiro , toca II, , clubes que sempre tentaram fazer um CT profissional. Aliás, conhecimento fechado, não escrito e não disponibilizado.
Contudo, o modelo do Furacão excedeu as perspectivas dos times citados, e aqui esta sendo adquirida no dia-a-dia uma fabulosa inteligensia esportiva-administrativa, que se acumula numa racionalidade acadêmica jamais pensada no Brasil.
Razão pela qual não se vê um profissional que trabalhou no CT do Caju desempregado.
A administração do CT do Caju, já está obtida e sob domínio, podendo, é claro surgir algumas falhas no fluxo de atletas ao time principal (não se pode acertar sempre), que acabará sendo suprida pelo cofre recheado. (este que está em vias de realização)
Um gigantesco CT como o Atlético Paranaense construiu não cumpre sua função somente revelando atletas de suas categorias de base, mas também formando atletas que chegam semi-prontos (promessas) e também recuperando fisicamente atletas mais maduros ou lesionados (Washington, Finazzi, Marcelo Ramos, etc.)
Inclusive o Atlético já voa mais alto, pois recebe equipes estrangeiras inteiras e seleções nacionais para pré-temporadas, além de um intenso programa de clinicas de imersão individuais vendidas nos EUA.
A produção qualitativa do CT de Caju já está sob prova, pelo mercado da bola e pelo Clube.
Alguns atletas revelados, recuperados ou formados pelo CT do Caju:
TICÃO - Emprestado ao Náutico
MARCELINHO - emprestado ao Nautico
ANDERSON AQUINO – Emprestado ao Goiás
KLEBERSON – campeão mundial
JADSON – negociado ao Shakta Ucrânia
FERNANDINHO - negociado ao Shakta Ucrânia
GUILHERME - negociado para a Lohomotiv
DAGOBERTO - enganado pela cigana
WASHINGTON - recuperado da lesão cardíaca
JADILSON - emprestado do Sport
ANDRE ROCHA - emprestado ao Dallas
RICARDINHO - emprestado ao Dallas
SHUMACHER - negociado ao Ascoli
EVANDRO - emprestado ao Goiás
ROGERINHO - emprestado ao Fortaleza
No elenco do time principal: Vinícius, Alex Fraga, Rhodolfo, Alan Bahia, Chico, Roberto, Eduardo Salles, William e Netinho.
Estes são alguns nomes que me recordei, de ontem para hoje, e a lista fica sujeita a inserção de nomes que omiti.
O Centro de Treinamento do Atlético Paranaense, seguramente é o maior e mais completo da América Latina, e se tornará um dos maiores baluartes financeiros do clube no futuro próximo e pela reposição nas equipes do Furacão.
Colocar sob suspeita a propriedade de se ter um CT como o do Caju, ou o trabalho lá desenvolvido academicamente, o profissionalismo e a importância do mesmo no futuro do Atlético Paranaense, é renunciar a possibilidade de um dia ser realmente grande e maior que os demais.
22/03/2008
corrigindo informação do endereço do Baoding Peoples's Stadium no Googgle Earth: 38°51′23″N 115°28′54″E
23/03/2008
NA PÁSCOA SEMPRE RENASCE O FURACÃO
Era o dia marcado pelo destino para trazer o renascimento das esperanças, o domingo de Páscoa parece fazer bem o Atlético, é sempre o dia fatal onde acontecem as coisas boas pro Atlético. Costuma ser sofrido, dolorido, mas suas conseqüências são sempre recompensadoras.
Muitos provavelmente já se lembrarão um domingo de páscoa, lá no Pinheirão, onde o Petraglia deu o murro na mesa e ergueu o gigante rubro-negro.
Neste domingo encontramos um jogo difícil, com muito sangue, faltas, lesões, caneladas e botinadas, barro, chuva, dois adversários de qualidade e com a mesma determinação. Dois leões numa luta em arena de morte.
A cada domingo de páscoa o Atlético Paranaense se levanta altaneiro, emergem os homens que mudam os destinos e as circunstâncias.
Renasceu o Furacão, que retornem nossos heróis a capital, às armas torcida rubro-negra, vamos trucidar no devido tempo o Frankstein colorido
T R U B I S C O S:
1. O Furacão ainda aguarda aqueles que não se associaram. Trata-se de uma obrigação cívica dos atleticanos.
Você pode autorizar o débito em conta mensalmente. Tem um ambiente (espaço sócio-furacão) onde se é bem atendido, da pra escolher a cadeira, optar se deseja colocar seu nome. Necessitamos bater nos vinte mil associados até o fim do ano.
O campeonato brasileiro está pra começar e estes 50 reais irão resolver a casa cheia por todo o ano. Ligue lá 2105- 5682.
2. O II EUA-BRASIL Challenge, ficou com os parceiros americanos. O gol rubro-negro foi marcado pelo atacante Lê. Abaixo o quadro de nossos atletas para o jogo de volta.

Quando se decide por estar com o Furacão, até onde ele for, isto quer dizer também quando ele jogar aqui com o Dallas. Novamente, a fanáticos não participou do jogo de ida aqui na Kyocera. Lamento. Acho que isso é rabugice.
3. O meu caro co-irmão do blog do torcedor do coxa, parece que tentou tirar uma casquinha, por nestes últimos dias por trazer matérias que não estavam diretamente ligadas ao campeonato paranaense. (mudança de foco, disse ele)
Foi um engano, porque busquei tratar destes assuntos por causa do feriado e da pouca produção de matéria esportiva.
Apesar disto, tenho que reconhecer que o Atlético Paranaense, não é somente o campeonato local, ele transborda as fronteiras.
Tratei de interesses internacionais como o II EUA-Brasil Challenge, da propriedade e da operação do maior CT do Sul do mundo e das ramificações atleticanas lá na China (Hebei Xuechei), e a exportação de rivalidades como com bambis paulistas (Laoning), como também da exportação do conceito de torcida para os EUA em substituição ao conceito de fans, com a ‘fanaticada’ de Frisco.
Creio que acrescentei informação aos meus leitores que eles não encontravam em outro lugar.
Coisa que o blogueiro coxa-branca não tem como trazer argumentos (força local), por serem estranhas ao ambiente nativo deles: Exportação de cultura e de interesses internacionais, exceto pela réplica nordestina, acho que tem um coritiba sediado em Santo Antão do Brejo da Cruz Amarga, no cariri nordestino (acho que é esta a localidade?)
4. A LEI É PARA TODOS: Porque o Atlético Paranaense foi denunciado pelo arremesso de uma bala sete belos (e ainda embalada) no jogador Cristian, se o Paraná Clube sequer foi denunciado pelos arremessos de copos cheios de bebida feitos pela torcida do chupim clube no jogador atleticano, na fase inicial?
O que embasa o esporte são as regras, quando elas valem para um e não vale para outro, cai por terra qualquer sentido e se estabelece a confusão.
Falando nisso, nesta imagem abaixo, melhorada, ajude o CAP identificar o responsável pela bala sete belos:

Torcedor procurado
25/03/2008
O Atlético não só dos Paranaenses
1. Amanhã o Clube Atlético Paranaense, completará 84 anos. Um momento de júbilo para todos nós que formamos uma das mais valorosas instituições da cultura paranaense. Merece uma coluna especial. Dentre nossos milhões, denoto alguns atleticanos:
• Santos Dumont – Inventor
• João Saldanha - Jornalista e técnico da Seleção Brasileira
• Peterson Rosa – Surfista
• Waldemar Niclevicz - Alpinista
• Valério Hoerner Junior - historianista
• Emanuel - Jogador de vôlei de praia
• Denise Martins Arruda - Ministra do Superior Tribunal de Justiça
• Carneiro Neto - Cronista esportivo
• Paulo Leminski - Escritor
• Alexandre Slaviero - Ator
• João Cláudio Derosso – Pres. Camara Curitiba
• Rubens Bueno - Secretário Geral do PPS
• Emílio Gomes - Ex-governador do Paraná
• Bento Munhoz da Rocha Netto - Ex-governador do Paraná
• Ney Braga - Ex-governador do Paraná
• José Cordova - Piloto de automobilismo
• Raul Boesel - Piloto de automobilismo
• Paulo Pimentel - Ex-governador do Paraná
• Dalton Trevisan - Escritor
• Cátia Fonseca - Apresentadora de televisão
• Roberto Requião - Governador do Paraná
• Orlando Pessuti - Vice-governador do Paraná
• David Muffato - Piloto de automobilismo
• Francisco Cunha Pereira - Presidente da RPC
• Bento Mussurunga - Autor do hino do estado do Paraná
• Jorge Samek - Presidente da Itaipu
• Moysés Lupion - Ex-governador do Paraná
• Tiago Recchia - Cartunista
• André Pucinelli - Governador do Mato Grosso do Sul
• Lico Kaesemodel - Piloto de automobilismo
• Manoel Ribas - Ex-governador do Paraná
• Flávio Suplicy de Lacerda - Ex-ministro da Educação e reitor da UFPR
• Fabio Campana - Jornalista
• Cristovão Tezza - Escritor
2. Quem manda é a cabeça, mas quem a leva pra onde quer é o pescoço. Segundo o monstro dos teclados Mauro Singer, Zé Antônio: “É pra ser um Clayton melhorado, com a vantagem de não ter o zóio torto.”
Segundo cogitações um time espanhol formulou proposta pelo Rogerinho que está no Fortaleza, teria assim o fundamento de seu retorno ao Furacão.
2. Cultura futebolística:
Para quem não sabe, denomina-se DERBY, o jogo que reúne duas equipes tradicionais da mesma localidade. Exemplo: Ponte Preta e Guarani, Atlético e Paraná, Coritiba e Paraná. Distinto do conceito de ‘Clássico’ que reúne forças tradicionais de uma região.

Assim, denomina-se DERBY DO CHIQUEIRO, o encontro do Toledo Colônia Oinc X Coré-etuba que em tupi guarani significa muitos porcos.(atual coritiba). http://www.astrovates.com.br/tese/arcabuze.htm. Domingo passado deu os locais chiqueiranos de Toledo 1 X 0.
Assim, para divulgação do Derby e fomento do esporte bretão a editora “Pajé-books on the table Co.” recomenda uma apropriada literatura para deleite aos nossos leitores:

26/03/2008
O dia que não
deveria ter terminado nunca

Clássico local. O Atlético Paranaense era derrotado em plena baixada, pelo Colorado (atual paranito) por trágicos 0X4, e, eram mais de 30 minutos do segundo tempo.
Dividíamos a dor da humilhação com o companheiro de arquibancada, não estávamos sozinhos. Uma substituição coloca Ziquita no gramado e em seguida, o seu primeiro gol.
Um ânimo na torcida, pelo menos ferimos o adversário. Mas a torcida comemora muito, não era pra tanto, mas que motiva a equipe levando logo ao segundo.
Pronto, o caldeirão se inflama, o fogo da paixão corre rasteiro as arquibancadas do antigo Joaquim Américo. A loucura parece arder em todos nós...
Em Apoteose, após os quatro gols de Ziquita e o jogo empatado, vem o iluminado atacante e cabeceia certeiro, indefensável, mortal.... a bola rebate no travessão. Uhhhhh!!!!
Ora, pra quê o quinto gol? O jogo já estava ganho no empate, a odisséia e a história já estavam escritas à nossa frente, testemunhada ante nossos olhos submersos em lágrimas e inundados de felicidade. Quinze minutos de jogo fabulosos.
Este dia não deveria ter terminado nunca!
Passaram-se 30 anos. Encontro-me destituído da cultura e do gênio nos atleticanos como Dalton Trevisan, Paulo Leminski, Ariano Suassuna, Santos Dumont, Valério Hoerner, e tantos outros.
Não tenho a fibra de Valdemar Niclevitz que cravou a bandeira do Atlético Paranaense no topo de todos os maiores cumes do mundo. Minha cultura esportiva não se aproxima daquela de João Saldanha ou Carneiro Neto, e tantos atleticanos.
Contudo, tenho a certeza de que algo nos irmana e prende nossa estirpe rubro-negra. Neste Dia Estadual do Clube Atlético Paranaense coloquei à minha vista o cartão sócio-torcedor, que ele me faça companhia hoje para lembrar-me que minha construção neste mundo, vai além do que aquilo que mo cerca.
O Atlético Paranaense é um laço invisível que nos ata pela emoção. Seja no sofrimento quando o Gabiru em libertadores bate o pênalti no telhado da Kyocera Arena, seja pela explosão no quarto gol do Ziquita.
Obrigado companheiro e irmão atleticano por dividir a dor e alegria comigo na arquibancada.
27/03/2008
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Estaria tudo normal se não tivéssemos o Heber Roberto Lopes apitando o jogo. Todos sabemos da índole nefasta que exerce contra o Atlético. São notórias suas barbaridades e certamente teremos que vencer 12.
Além do mais, a visita naquele arremedo de escora de viaduto, um campinho do século passado que insistem em chamar de estádio, que o chupim clube
herdou dos ferroviários (à contra-gosto destes) é um estigma que revolta o estomago. Banheiros indecentes, arquibancadas remendadas, inexistem cadeiras para sentar, são pintados pontos vermelhos no cimento informando o local de colocar o traseiro (que ridículo), parece que o campinho esta com sarampo (kakaka) e, como brinde o perfume fétido que vem do Belém (qual, os locais devem estar acostumados)
Cadê o Código de Defesa do Torcedor? As regras FIFA? Ou nossas autoridades?
Assim mesmo, o presente de aniversário deve vir hoje. Quem deve oferecê-lo são nossos atletas, pois é o momento de demonstrarem que são homens e se oportuniza agora. Depois não serve mais! Se eles tem um time bonzinho, O NOSSO SERÁ MELHOR!
A decisão do TJD em punir o Petraglia nos parece a priori que está à revelia do bom Direito, não haveria espaço legal para a punição. Voltarei em breve ao tema. Depois do Heber mais uma coisa que não cheira bem.
29/03/2008
...de leste a oeste
de norte a sul
todo mundo dança
encima da galinha azul
Divertida charge chupinhada do blog da baixada
T R U B I S C O S
Um leitor apropriadamente levantou a dúvida sobre constar na relação de torcedores do Atlético Paranaense o nome de Santos Dumont.
A questão é pertinente mas, de fácil verificação. Toda instituição civil e social será constituída por seus elementos históricos, e Alberto Santos Dumont, retornou ao Brasil a partir de 1915 com a sua saúde abalada, e então dedicou-se ao convívio social. Tornou-se sócio do International Foot-Ball Club, antepassado do Atlético, cuja proposta foi assinada em 1916, peça que foi objeto da exposição sobre a história do nosso futebol realizada pelo Museu Paranaense.
Santos Dumont nas arquibancadas do antigo Joaquim Américo
Também houve questionamentos para com João Saldanha. A solução das dúvidas também é fácil e pode ser obtida no livro: “João Saldanha – Uma Vida em Jogo, do jornalista André Iki Siqueira”, dados podem ser obtidos por meio da reportagem no blog da baixada (aqui)
Leia um trecho:
Um dia, João resolveu conhecer o campo do Atlético. Passou a ir lá todos os dias.
- Fui lá ver como era e acabei escalado no Filhotes do Atlético. Dois caras tomavam conta: um da família Urtigas, tradicional, e outro de nome Nicanor. Engraçada a mentalidade perfeita deles: fora o goleiro, ninguém tinha posição. Só vi isso em 1969, na Alemanha. Se aos dezoito, dezenove anos a gente não sabe o que vai ser da vida, imagina se guri sabe a posição em que vai jogar?
Após ter vestido a camisa e defendido o clube paranaense, João adotou o esporte.
-Passei a torcer pelo Atlético e a gostar de futebol. (...)
Débitos com a União a serem quitados pela Timemania: Furacão R$ 1 milhão, chupim clube
R$ 7 milhões e coré-etuba
25 milhões.

Distribuição local dos valores, gráfico Gazeta do Povo
O Mauro Singer continua insuperável. Depois do gim tônica de saidera pós muitas cubas e cervejas, entregou-se a Morfeu e sonhou algo estranho: “Estava vestido com guarda-pó branco, explicando pro Prof. Miranda, como o Atlético poderia entregar o último jogo pro Iraty, tirando a vaga de vice do Savoya , e a torcida inteira de pé, aplaudia o acerto. Nóia do velhinho, que do jeito que tava, não conseguiria vestir um guarda-pó de professor, e muito menos escrever.. Quanto mais eu explicava, mais o ex presidente sorria. Não entendi.“ Eu também não Mauro, mas valeu. (kakakakakaka)
31/03/2008
Lua nova trovejada, trinta dias de molhada
Não deu outra, o Furacão reagiu, trovejou na páscoa, agora agüentem, pois passo-a-passo, jogo-a-jogo, o Furacão e sua gadanha vai retomando o féretro com nossos adversários. Sepultamento após sepultamento vão para cova os zumbis semi-sepultos de nossos co-irmãos no paranaense.
Com o Beltrão, foi um jogo quase sem brilho, mais de muita luta. Assisti um Atlético dos Paranaenses trocando muito a bola mais rápido e mais objetivo. Apesar de que o Marcelo Ramos não tem recebido a bola um pouco mais redonda. Urge resolver esta questão. No próximo jogo - sem ele –vai ainda ser difícil, pois o Irati (apesar de não ter mais chance) sempre é complicado.
O ideal seria ter vencido com o time do Engenheiro Beltrão inteiro, a expulsão do Givanildo implicou numa situação atípica, o adversário ficou enfraquecido. Assim mesmo, o time de Beltrão apresentou perigo em determinados momentos.
Fico feliz em ver times do interior do estado bem montados e fazendo frente aos times da capital. Uns anos atrás os clubes do interior ficavam cinco anos sem vencer ninguém da capital.
Novamente um ótima partida do Nei pela lateral, acho que ele está acertando a mão (ou o pé). Mas esse garoto Gabriel Pimba, promete. As posições que estavam enfraquecidas vão se resolvendo.
Aqueles que criticam o CT do Caju, nas duas ultimas partidas (Irati e Paranito) foram duas crias de lá que compuseram os gols vitoriosos: Pimba e Alan Bahia.
1. PIONEIRISMO: Novamente o Atlético realizou a transmissão do jogo por meio de seu site oficial. Desta feita houve um display apropriado e uma divulgação mais clara e explícita do evento no próprio site. Fica evidente que o Atlético, mais uma vez sai na frente no futebol brasileiro, ocupando este espaço de mídia, possibilitando o alcance de seu produto por meio da internet.
2. Dentre em breve, por meio de um login e senha, poderemos em qualquer lugar do mundo acessar o jogo do Furacão online. Mais uma fonte de arrecadação e mais um conforto ao atleticano.
3. Como estamos na passagem da sociedade disciplinar para a sociedade de controle, e a mídia online vai se incorporando no cotidiano dos indivíduos, certamente, a TV Furacão, com a venda dos jogos diretamente pelo Atlético, tornar-se-á no futuro próximo a mais liquida fonte de receitas. Seja pelo pay-per-view e pela venda de anúncios. Um simples jogo com o Flamengo (que não tenha TV direta) pode gerar mais de cem mil acessos pagos.
4. Enquanto isto, no outro lado da Engenheiros, a coisa vai no inverso. Será desprestígio? Somente uma radio AM transmitiu o jogo do chupim clube. Pequeno é pequeno, apenas uma adequação econômica. Resultado do custo-beneficio das mídias. Tem clubes que não dão retorno econômico nas vendas de cotas-patrocínio, qualquer investimento não dá retorno.
5. E ninguém pra comentar a flechada do Danilo naquele campinho da idade da pedra, na cara do Joelson. Kakakaka (...) A galinha Azul deu sorte pra gente.
6. O naming rights do CT, da Arena e na camisa o Atlético deve pedir algo em torno de R$ 10 milhas? Os americanos da empresa de prospecção publicitária vai arrumar um patrocínio até depois da Copa.
7. Com um milhão mês para: patrocínios; um milhão de associados (se bater 20.000) e um milhão em cotas de TV nacional começaria um processo de equilíbrio do orçamento.
04/04/2008
Um homem armado
é um homem livre
O campeonato paranaense gerou um público pagante - até a 5ª rodada da segunda fase - de 428.840 pessoas. Este número vai resultar numa média de 3.060 pagantes por jogo.
Não adianta nos animarmos com o pouco de entusiasmo que é oferecido nesta reta final. A primeira fase já enterrou a todos. Um torneio de quatro meses com 3000 pagantes afunda todo mundo, é uma pelota de ferro amarrando os tornozelos dos clubes sérios que pretendem algo mais.
O Engenheiro Beltrão, com toda sua excelente campanha fez uma média de 912 pagantes por jogo. Adiantou alguma coisa? O título paranaense em 2007 motivou a cidade de Paranavaí? Fez bem ao futebol local? Em 2008 o ACP fez média de 1.074 pagantes.
“Do pó vieste ao pó voltarás.”
Este campeonato segura o crescimento de quem quer evoluir, deveria ser substituído por um torneio e uma copa sul, ou então pelo menos por um campeonato PR/SC. (Porque não?) Região Londrina/Chapecó uma chave e Curitiba/Florianópolis outra.
Continuar com um campeonato como esse que temos será condenar o seu clube ao “não crescimento” e “não evolução” e resignar-se ao assistir na televisão jogos do paulista.
Se desejamos competir e disputar títulos, devemos fortalecer as coisas a nossa volta, o nosso meio esportivo. O lado econômico é o fundamento para se obter rendimento, títulos custam dinheiro, não adianta ser lúdico e pensar no amor à camisa.
Assim o mundo está estruturado e é assim que funciona. Tem um ditado texano que diz: “um homem livre é um homem armado.” (o Bush e o Chávez tão aí pra confirmar) Pôde muito bem testemunhar esta teoria o Barão do Serro Azul, quando após salvar Curitiba do saque de Gumercindo Saraiva, recebeu sua medalha de mérito lá no km 65 da estrada de ferro da Graciosa (tomaram-lhe os bens e depois a vida). Na política a arma é a palavra, na religião a oração, e à noite depois das onze na esquina, talvez seja o ‘38’. No esporte a arma é o lado econômico. Clayton e tantos outros jogam o jogo que é pra ser jogado.

Temos que buscar saídas, para todos crescermos, seja no elenco dos times, nas cotas das transmissões de rádio e TV, nas cotas de publicidade das transmissoras, no cachet dos comentaristas esportivos, nos portfólios de mídia, etc.
Os campeonatos regionais neste formato (exceto para paulistas – os cariocas já mudaram) tiveram seu tempo e oportunidade, o mundo inteiro mudou, o futebol hoje é negócio, ninguém mais quer comprar fusquinha na loja. (principalmente porque este veículo não atende mais a necessidade do consumidor de veículo)
05/04/2008
A família coxa-branca
Caros amigos torcedores do Coritiba, desejo me solidarizar neste momento de dor e tristeza, pelo falecimento do vosso diretor e presidente “Evangelino”.
Tenho a certeza que o futebol do Paraná ficou menor. O reconheço como o grande presidente do Coritiba, sempre nosso rival e nosso adversário histórico, sua obra fez um coxa grande e impeliu o Atlético a se fazer grande também.
Recebam estas condolências.
Enterrem vosso herói com tantas homenagens quantas puderem cumprir.
Abraços!
07/04/2008
Todo mundo gaba a lua, mas tem dias que lhe falta a metade
1. Do meio campo para trás, o time é bom, está acertado: goleiro, zagueiros, meias e laterais estão cumprindo a missão, todavia, do meio para frente a coisa se enrola. Ainda não se recuperou da ausência do Ferreira. Ainda bem que hoje a bola foi caprichosa e não queria entrar, mas chances foram criadas. Este time parece a lua, tem vezes que parece que falta-lhe a metade.
Jogo de ida lá em Toledo é a chance para ganhar lá, porque aqui na baixada a classificação vai sair no toco e no grito da torcida. Daqui pra frente não adianta criticar o negócio e dar o jeito de entusiasmar este time (e eles que entusiasmem a gente também)
2. Esses campeonatos estaduais são um tiro no pé. A sina de tricolores são de cavalos paraguaios mesmo. O Grêmio cheio de banca, invicto em 18 jogos, perde pro Atlético GO na Copa do Brasil, em seguida vai pro gauchão perde pro Juventude e está desclassificado do estadual.
São desastres anunciados, ou se tem um campeonato ou se tem um torneio, essas fórmulas classificatórias que os estaduais tentam se equilibrar, acabam fazendo injustiças. Faz tempo que estou falando que os estaduais – do jeito que estão - mais atrapalham do que ajudam. Apesar de contente pelo gaymio ter se ferrado (de novo), não devo pactuar com esquemas injustos.
3. Como exemplo: Alguns valores a titulo de naming rights nos EUA, em 2006: Reliant Stadium – NFL – Houston Texas: US$ 300 milhões por 32 anos;
Fedex Field – NFL – Washington Redskins: US$ 205 milhões por 27 anos;
American Airlines Center – NHL/NBA – Stars e Mavericks: US$ 195 milhões por 30 anos Gillete Stadium – NFL – US$ 90 milhões por 15 anos. É óbvio que estes valores são para americanos, mas dá uma medida de como a técnica é valorizada.
3. Nos cinco primeiros concursos da timemania, na opção do clube do coração, o Atlético cravou mais de 10 mil em cima do rival córe-etuba. Veja o quadro apresentado pela Caixa:

4. Muito se comentou nesta semana sobre o perigo da ocorrência de violência entre torcidas. Apresento abaixo um pequeno ensaio, onde trago um olhar um pouco diferente e mais acadêmico do tema. Pra quem se interessar: bom proveito.
DA VIOLÊNCIA DAS TORCIDAS:
Uma didática antropológica
Dois filósofos apresentaram uma questão que vai ser pertinente ao nosso tema. Thomas Hobbes, no século 17 entendeu que “o homem é o lobo do homem”, acreditou que o homem nasce mau e após ser dominado pela civilização se torna sociável.
Noutra apropriação Jean Jacques Rousseau, no século 18, entendeu que o homem nasce bom, seria uma “tabula rasa” que seria corrompido pela sociedade, e esta responsável por torná-lo mau.
Os dois enunciados encerram todo e qualquer entendimento que se possa fazer ao tema.
Alio-me ao entendimento de Hobbes, porque o homem nascendo animal, vem à vida naturalmente agressivo, e este elemento não se conjuga aos padrões com uma civilização pacífica. Deduzo, portanto, que o homo socialis é um homem dominado. Sua prisão e seus grilhões são as regras de conduta social adequados e a imposição coercitiva das leis.
O comportamento agressivo, apesar de contido socialmente, é necessário a sobrevivência do homem. A humanidade sem violência não evolui nem material nem culturalmente (vejam a pacifica sociedade da idade média: 1000 anos perdidos, em contrapartida o esplendor do Império Romano e sua maquina de guerra: até hoje - 2500 anos atrás - repercutem com louvor no conhecimento e cultura humana).
Assim, o conflito e a guerra contribuem para o progresso da humanidade. (prova mais cabal disto pode ser o celular, quem não viu um filme da II guerra, onde o soldado americano carregava nas costas um caixão com uma antena gigantesca, para uso do telefone pelo sargento)
A pedra do toque, o mister será tornar a violência aceitável e contida aos padrões de uma humana civilização idealizada
O fenômeno da violência entre torcedores é uma coisa normal e própria do ser humano, fazendo parte da sua natureza. Remonta às civilizações pré-históricas, onde os grupos de hominídeos distintos se defendiam com urros, paus e pedras, do outro grupo vizinho e competidor pelos recursos naturais. Quem assiste “a Guerra do Fogo” de Jean-Jacques Annaud saberá do que estou falando. Ora, se um comportamento nos acompanha desde as cavernas como poderíamos renunciá-lo?

Quando duas torcidas se enfrentam no terminal de ônibus ou na praça, elas repetem as escaramuças pré-históricas entre hominídeos das cavernas e própria dos ancestrais do homem.

Entendo que o homem natural é um homem violento, sua própria definição cientifica atesta isto. Para conviver em sociedade ele deve ser dominado.
Ele somente será dominado se aceitar voluntariamente as regras, ou então quando lhe são impostas coercitivamente (moral e leis). Então se existem grupos sociais que rejeitam a ordem civilizatória, e agem à sua própria natureza selvagem, compete à plena imposição forçada da lei.
Como se faz isto?
Ora, o homem como sendo descendente de primatas semiiformes (hominídeos) agrega-se em bandos, o comportamento adotado é o de clãs, e a ciência já identificou que todos os clãs de primatas, têm seus líderes (o tal do macho-alfa).
A imposição da regra (lei) se dá por uma força maior (a autoridade) e a contenção do clã em desarmonia, será possível pela dominação ou simples substituição por macho-alfa menos rebelde.
Quem faz isto?
As autoridades porque estão investidas pela população para agirem em sua defesa. A harmonia social não deve ser ameaçada, Se elas não resolverem o problema teremos uma crise de autoridade.
Quando se faz isto?
O esporte em geral é um meio apropriado de escape da violência (uma válvula saudável e benéfica). Por meio do embate físico entre os competidores, ou pelo desgaste físico e psicológico nas arquibancadas, o individuo extravasa sua cólera e esvazia seu conteúdo selvagem.
A substituição dos machos-alfa deve incidir no momento em que se rompe a harmonia social, seja pelos ‘excessos’ no comando ou pela perda deste.
08/04/2008
No topo de todos os cumes do mundo
O estandarte do Atlético Paranaense costuma ser companhia solitária daqueles que vencem os maiores desafios do mundo. A mesma camisa rubro-negra atleticana que repousa na ‘Cápsula do Tempo’ em Nova York e que certamente será sensação da moda quando aberta no ano 3000, repousa seu pavilhão entre todas as mais altas montanhas do mundo.
Esta homenagem não só ao Atlético Paranaense mais a todos nós torcedores, quem faz é Valdemar Niclevicz. O homem dos desafios gigantescos, o paranaense que chegou com seu esforço mais longe do qualquer nacional. Ninguém com sangue brasileiro derrotou um a um, com tanto brio e força os maiores desafios que nosso planeta pode oferecer.
Ao atingir suas metas, uma a uma, tantas vezes solitário no cume das montanhas geladas, já esgotado, esfomeado, semi-morto, quase inconsciente e com o frio glacial cortando-lhe o corpo, congelando-lhe a alma, este paranaense encontra tempo, mesmo assim, para aquecer-se da paixão do coração.
Resgata a cada épica jornada de um bolso qualquer, a flâmula rubro-negra do Furacão para ali depositar, quase sem ar nos pulmões, o registro maior do esforço que um homem pode fazer, fincando com soberba e orgulho a bandeira desta instituição: Atlético dos Paranaenses.
Um Paranaense de valor sobre-humano com uma paixão do tamanho da próxima montanha a vencer. O furacônico Valdemar Niclevicz está neste momento retornando da Bolívia onde escalou o Huayna Potosios, na luta preparatória para vencer os 8.463m de altitude e a atmosfera do MAKALU no Himalaia (em seu cume existe apenas 30% do oxigênio que existe a nível do mar). Ele passa um dia em Curitiba e segue para o Nepal.
(montagem)
Com ele, em algum bolso vai certamente o lábaro atleticano, mas irão também com ele nossos desejos de sucesso, que vença mais uma vez este duelo como tantas vezes, entre o frágil homem e a ciclópica natureza.
Retorne sempre, estimado rubro-negro ao calor de nosso sacro lar e querida Baixada e traga consigo o conterrâneo Irivan Gustavo Burda, para perto da nossa paixão, pois tanto os estimamos. Niclevicz é o “Senna” dos paranaenses, nos acostumamos tanto com suas vitórias que as vezes nos passa desapercebido.
10/04/2008
Escatologia da mente de galinha (azul)
A ânsia de macular o rival, para obter assim um desmerecimento e falsamente induzir a opinião pública a que o Atlético Paranaense acumula sua grandeza mediante expedientes mafiosos, tem sido recurso comum de nossos adversários. Nesta semana tivemos um flagrante deste tipo de conduta, senão vejamos:
No dia 02/04/2008 na Coluna do Schumacher, no site paranautas, vem a matéria “acabou o Kyocirco”, e após o textro sobre borderaus da baixada sentencia o blogueiro: “Ora, pra mim isso só significa uma coisa: que o estádio não é deles. Quem pagaria aluguel para jogar no próprio estádio?”
No dia 07/04/2008 às 11:53hs um individuo que se identificou como Fabio (sapo) nas participações (nº. 5) do blog do Mauro Singer, semeia uma dúvida, apurada nos borderauxs dos jogos na baixada, creditados junto à Federação Paranaense.
Sua dúvida advinha do lançamento da rubrica “aluguel de campo” nos referidos borderauxs, assim exposto naquela participação:
“....trata-se dos bordêros dos jogos do Atlético na Arena, em todos eles constaram que houveram os pagamentos de alugueis de campo, então me perguntei, mas o campo não é do Atlético? Então, por que pagar aluguel do próprio campo? Refaço essas perguntas a você,...”
E apresentou o link de borderaus diversos:
ttp://www.federacaopr.com.br/pub/jogos/d29e8aa82df8cccfdb49dcff51521eae.jpg
http://www.federacaopr.com.br/pub/jogos/b165435d19ab5da9c6e453d8a197e8e8.jpg
http://www.federacaopr.com.br/pub/jogos/bac860d0a06f3acd6c477570077d5b04.jpg
Borderos dos có-irmãos:
http://www.federacaopr.com.br/pub/jogos/fe9f00ad3331c8830aa602fd7547b56f.jpg
http://www.federacaopr.com.br/pub/jogos/3ee579da53005f736ad6ddc42376c0ef.jpg
O moderador do blog do Mauro Singer (o paranista Alfonse Voith) imediatamente publicou a participação.
Instala-se uma dúvida na opinião publica, mas ninguém apura nada.
Ora, tal afirmação é uma conjectura. Uma informação que veiculada na imprensa, reveste-se de calúnia, pois se atribue ao Atlético Paranaense a propagação de uma mentira pública quanto a sua propriedade dominial.
Em 09/04/08 o clube por seu departamento de imprensa vem a publico trazer a informação correta e verdadeira, pois atende Regra que está prevista no Regulamento Geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e no Regulamento Geral da Federação Paranaense de Futebol (FPF).
“O que se coloca no borderô é uma despesa chamada vulgarmente de aluguel de campo e que equivale aos gastos em geral do clube mandante como luz, água, telefone, infra-estrutura de jogo, limpeza, marcação do campo.
O desconto do chamado "aluguel de campo" é fixado pelas regras da FPF e da CBF e é de até 15% da renda bruta do jogo.”
Fica ai a verdade dos fatos, e cai a mascara daqueles que tentam caluniar a instituição Atlético Paranaense. Aguardaremos desculpas.
12/04/2008
Em benefício da própria torpeza
Com o anúncio do Atlético Paranaense em cobrar os direitos de arena pelas transmissões via rádio, instituindo um valor (cada um põe seu preço, paga quem quiser), encontramos o público dividido em suas várias opiniões.
Uma parcela concorda com a cobrança, posto que as emissoras se beneficiam econômica e financeiramente de um espetáculo bancado e promovido pelos clubes de futebol. Isto é legítimo, e um direito positivado na legislação. O diretor jurídico do Atlético Marcos Malucelli argumenta: "Não estamos proibindo as rádios de transmitir os jogos. Eles também estão recebendo de seus anunciantes e devem pagar uma parte ao clube, que é o detentor da marca do Atlético".
Um outra parcela dos torcedores se deixa influenciar pelo xororô da imprensa esportiva, que exerce o jus sperneandi, (o direito de espernear) pois caberá a ela reformar sua base econômica, para enfrentar o pagamento deste royalty. E todos sabemos, o quão difícil é alterar os comportamentos dos seres humanos.
É normal e até um procedimento saudável que os veículos de rádio procurem os tribunais, reside para muitos empresários uma res dúbia, uma inconformação quanto ao direito pleiteado pelo clube, que será esclarecido pelo entendimento jurisprudencial.
O que se torna insidioso é a campanha que se deflagrará contra a diretoria do Atlético e ao próprio clube. Uma breve busca no titulo das matérias da mídia temos: em “desvairada atitude”, “"esdrúxula" , “devaneio”, “não vamos mais falar do clube”, etc., o que demonstram que a outorga pública na concessão do veículo de informação (rádio) esteja sendo utilizado tendencialmente em benefício próprio, em direito temos o termo: “beneficiando-se da própria torpeza.”
A ABRACE (Associação de cronistas) fala em sua nota oficial do trabalho dos cronistas esportivos que falam diária e gratuitamente dos clubes, enaltecendo-os, etc. Ora, temos uma situação semelhante àquela do cidadão que promove um baile, cobra entrada e depois quando é impelido ao pagamento de direitos aos autores da musicas, alega que está divulgando gratuitamente a obra do autor, e assim isento de pagamento.
Resta evidente que as emissoras de rádio vendem, cobram e se financiam com o produto Atlético Paranaense, Coritiba, Paraná Clube, etc., portanto é legitimo esta contrapartida liderada pelo Atlético.
Contudo muitos torcedores influenciados pela campanha das emissoras tem medo de que o Atlético seja prejudicado, tenha reflexo na estima publica do clube, que será antipático, etc. O tal do comportamento poltrão (covarde) e medroso. Ninguém quer sair do mesmo, deixe-se tudo como está.
O Atlético Paranaense tem uma medida corajosa, profissional, de vanguarda que virá para o bem do esporte, e também para o nicho de profissionais da crônica. O mercado esportivo via rádio, deve ser estabelecido por quem realmente tem competência e saúde financeira. Em vez de seis rádios transmitindo o jogo, teremos uma ou duas, as cotas serão maiores, a remuneração dos profissionais envolvidos também e o serviço melhor prestado.
A crônica esportiva vai logo entender as vantagens de adequar-se ao profissionalismo, da re-paginação de seus orçamentos, a transmissão do jogo quando mais exclusiva, mais reflexo possibilitará ao retorno financeiro. Além do que as emissoras podem propor uma parte em permuta com os clubes, readequação de valores, etc, ora, estamos numa econômica de mercado.
13/04/2008
A feijoada matou a fome, mas não fez a festa
Quase que o porco trazido de Toledo, dá azia nos convidados e estraga a festa. A primeira das batalhas foi vencida. Menos com méritos e com mais raça, tal como sempre exige a torcida rubro-negra. Um grande jogo, um adversário brioso e destemido, que demonstrou porque chegou à frente noutro grupo e ocupou uma das vagas de semi-final.
O time do Nei Franco somente precisa de uma coisa para ser um dos grandes times do Brasil: “atacantes”. Temos um grupo na defesa sendo fenomenal, uma articulação defensiva semi- intransponível, muito apropriada para jogar fechado na arena, e partir nos contra-ataques de forma mortal. Ontem, por várias vezes, eu procurei o Gabiru (Gabiru do passado, não de hoje) correndo na diagonal naqueles contra-ataques fatais de outrora. Falta pouco para este time acertar e bater de frente com os tais times de ponta do Rio-SP.
Foi emocionante o “acorda defunto” que a torcida promoveu em determinado momento do segundo tempo, quando o adversário pressionava. Os brados de incentivo se avolumaram de tal forma e em tal intensidade, num ‘urrar’ de incentivo ensurdecedor e contagiante, como poucas vezes assisti (ouvi) com tanta magnitude na baixada.
O melhor do Toledo no jogo de ontem, o lateral Murilo, por certo será reintegrado ao time atleticano, este garoto pode render muita lenha pro nosso fogo.
Tivemos no sábado um adversário de valor e com qualidade que não conseguiu vencer o ‘meio-time’ do Atlético (defesa e meio), por isso tenho confiança que voltaremos de Toledo com a vaga na final. No brasileiro um Vasco ou um Corinthians, do jeito que estão hoje não vão darão tanto trabalho quanto este Toledo deu ontem. A arapuca armada pelo Nei Franco após o gol relâmpago não se fechou por azar algumas vezes.

1. Houve um erro e uma infelicidade do Marcelo Ramos, na tarde de ontem. O MR não é disto. Nosso craque não deve estar num momento zen, contudo o erro deve ser punido e compreendido pela torcida. A diretoria do Toledo a ao agredido e vítima, as escusas da nação rubro-negra.
2. Do jantar comemorativo ao aniversário do CAP, promovido pelo Fan clube de São José dos Pinhais, comandado pelo Rogério Bassa, na sexta, um reencontro emocionante com nossos ídolos.
A família atleticana nesta cidade é composta por uma série de cepas tradicionais de valorosas linhagens como: os Berti, os Bassa, os Bortoloti, enfim quantos? Quantos clãs se unem nesta relação?
Todavia, hoje a nação rubro-negra está regida sob o matriarcado. O clã dos Araújo Franco empresta-nos sua matriarca, dona Laura Franco, como ícone, justamente aquela que com o saudoso Afonso Celso de Araújo Franco, fundaram nesta cidade, pelo exemplo, uma estirpe de honestidade, retidão e dignidade, todos de puro coração atleticano. Esta matriarca certamente é mais um orgulho para todos nós atleticanos.
Dona Laura Franco e Sicupira (foto João Fernandes)
O Atlético não é somente o time em campo e a arena da baixada, o Atlético Paranaense são seus torcedores, os seus ídolos, e todos os envolvidos neste contexto histórico que vamos construindo. Que a fraternidade nos uma cada vez mais.

Amauri Cardozo e Paulo Rink (foto João Fernandes)
15/04/2008
Caro Atleticano, estamos diante do nosso desfiladeiro das Termópilas, tal como esteve Leônidas, rei de Sparta.
Este final de campeonato acolhe uma batalha peculiar, pois não enfrentaremos somente o Toledo Colônia Óinc, o desafio do Atlético Paranaense será muito maior.
Enfrentaremos provavelmente: o coré-etuba na final 2) uma suspeita de punição pela recusa da oferta da televisão, 3) o ranço inconformado da mídia radiofônica pela cobrança de royalties, 4) a situação da Federação Paranaense (desconfortável pela liderança do movimento do G-20 PR), e 5) a inveja das galinhas -azuis. Isto se não tivermos que enfrentar ainda o inimigo Heber Roberto Lopes (6). Serão seis forças aliadas.
O Furacão vai ter que se gigante, o desafio será hercúleo. Será o time atleticano e sua torcida, tão somente, contra tudo e contra todos.
É o momento de um pacto de amor e união entre a família atleticana, pois tentarão nos desestabilizar, criar factóides, inventar problemas, insinuar enganos, emitir falsos juízos, tudo em nosso prejuízo e desfavor.
O destemido Atlético Paranaense terá neste final de campeonato somente seus torcedores para seu amparo, e a força da vontade furacônica deverá se impor sobre o Estado do Paraná.
Apesar do desfalque no time, temos o melhor elenco, a melhor estrutura e a melhor campanha, somos os melhores do Paraná, e somente com união e determinação, venceremos ante todos estes que conspiram contra nossa grandeza.

1. Existe uma grande diferença entre pessoas poderosas e pessoas com poder. Pessoas chegam ao poder por diversos meios e os mais intrigantes caminhos, mas isso não quer dizer que tenham dentro delas o poder para estar lá. Portanto o Atlético Paranaense deve ficar alerta neste final de campeonato.
2. Interessante matéria no Blog da Baixada considera a liderança dos clubes do Paraná http://melhordoparana.blogspot.com/2008/04/atltico-lidera-movimento-por-liga-de.html
3. O argumento de que as emissoras de rádio pagam ao ECAD mensalmente a titulo de direitos autorais, não se sustenta pois a rubrica (até no próprio recibo do ECAD) consta: “execução musical”, o ECAD, não cobra por direitos de arena.
4. O emérito Augusto Mafuz, em sua coluna comenta: “A repreensão pelo aspecto social é muito simplista. O Atlético não é o governo do PT, e nem Petraglia é o Lula para criar uma espécie de “Bolsa Família” para os radialistas.
O pecado do Atlético, talvez, tenha sido o de mexer com a falta de estrutura das rádios de Curitiba, em especial, de seus departamentos esportivos.
À exceção da Rádio Banda B, o que se tem é o falso profissionalismo, do qual se aproveitam as empresas para conseguir pontos na audiência, e em conseqüência aumentar o faturamento.
As grandes redes dissociam as suas obrigações das obrigações contraídas pela praça. Por isso, a maioria dos radialistas, quando ganha diretamente, ganha um salário que ofende a dignidade humana.”
5. No radio do Paraná, ficarão no mercado do futebol aquelas que se profissionalizarem e modernizarem.
16/04/2008
CUIDADO!!!
AGORA É PORCO-ESPINHO
A torcida e o time atleticano que levem muito a sério este jogo lá em Toledo. Denotam-se vários argumentos que indicam uma verdadeira pedreira, vamos a alguns deles:
1. Se não ganhamos do Corinthians lá em Alagoas, (nem aqui) que tem um time pior que o Toledo, dá só para confiar num empate;
2. Nosso gol pelo Valência foi um achado no início do jogo, fomos acoados em quase toda a partida na Arena;
3. Nossos atacantes não têm correspondido pois tantos gols tivemos com zagueiros (e não teremos Danilo);
4. O Toledo (time e cidade) estão em pé de guerra em razão do aproveitamento dos factóides que vão se criando para instigar a partida à uma guerra. A questão do Marcelo Ramos, a interpretação literal que deram a população da cidade no blog do Mauro, etc. Tudo está sendo aproveitado para turbinar a partida como juizo final do orgulho Toledense;
5. O Toledo não perdeu ainda em casa e se estiver ameaçado de perder a primeira justamente agora, podem acontecer fatos não previstos;
6. Até agora ninguém falou (autoridades e critica) em segurança, diligências especiais, precauções, etc. Apesar de que Toledo é pacata e ordeira, mas a opinião pública local está sendo manipulada daqui da capital.
7. O porco está sangrando (sem vantagens); o gorgulho do time está ferido (caso MR); a dignidade cidadã de Toledo está instigada (pelos factóides que têm sido manipulados daqui da capital).
Taí o resultado de brincar com porco-espinho
8. Adolfo Bioy Casares que foi intimo amigo de Jorge Luis Borges, quando começou a sentir velho escreveu em 1969 “Diário da Guerra aos Porcos”. O personagem central do romance era Isidro Vidal - um velho que passava as tardes com os amigos a jogar truco e beber fernet nas ruas decadentes de Buenos Aires – em certo momento Isidro enuncia um sentenciado que tem haver com este momento do Atlético Paranaense.
«Vidal pensou que na vida chega, sem dúvida, um momento em que, faça o que fizer, uma pessoa só se aborrece. Resta então uma maneira de recuperar o prestígio: morrer.»
Este time atleticano vive um momento parecido, onde a vida neste campeonato se aproxima do fim, resta recuperar o prestígio do time furacônico de 2008 e morrer. (morrer campeão claro)
Vamos à nossa “Guerra aos Porcos”, com o time do Toledo - na bola e no futebol - temos uma missão suplementar ainda a cumprir, demonstrar ao povo de Toledo que a raça atleticana não foi forjada com os fatos havidos após o jogo da arena. Temos que mostrar que o Atlético Paranaense é uma instituição que zela pelo seu nome, que praticamos um esporte limpo e respeitamos nossos adversários. Onde os fatos infelizes foram situações extraordinárias na nossa história.
17/04/2008
Desagravo ao super Mauro
O mundo que envolve o torcedor de futebol - justamente aquele do torcedor comum - que se esvae diariamente nas noticias do seu time de coração é notadamente infantilizado, preconceituoso e discriminador. Inexistem argumentos com fundamento a orientá-lo, ele quer menosprezar seu rival e demonstrar que seu clube é melhor, maior ou mais competente, não subsistem argumento que se contraponha.
Nesta discussão inexistem números confiáveis, razões indiscutíveis, fatos acima de qualquer suspeita. Se a jogada foi a favor de seu clube era pênalti indiscutível, se era contra, o juiz roubou e marcou o que não existiu.
Assim, este contexto é exigido do blogueiro de futebol na exata correspondência com a própria natureza do mundo que vai relatar, onde a verdade será sempre submetida às razões da paixão.
Quando um blogueiro representa um time distinto, ele claramente vai ter um comportamento parcial, contando um lado da história, atendendo seu público (sua torcida). Cujos leitores (matéria esportiva) se distribuem majoritariamente nas camadas mais populares.
Assim, quando o querido Maurinho, escreveu a coluna sobre o jogo da arena e a volta em Toledo, o fez brincando com a inocência de Marcelo Ramos, e a culpa do zagueiro, um deboche e um sarcasmo da infelicidade do próprio rubronegro. Incluiu a cidade certamente com excesso, mas sem dolo. Todos nós diariamente estamos errando e nos consertando.
Seu texto não foi um edital provocativo à população e ao time daquela querida cidade, e não poderia ser encarado como ofensa como o foi.
Qualquer pessoa de Toledo que conhece o Maurinho não interpretaria de forma a ficar ofendido, pois o Mauro é um ser humano fantástico, muito bem humorado, divertido, bagunceiro e sarcás.
Faço este desagravo em prol do homem Mauro Singer, que esta sendo injustiçado pelo contexto que querem dar ao seu texto, usá-lo como bode expiatório para outros fins em benefício de terceiros. Manipulação à sotaina.
Se cada texto de blogueiro de time for julgado pelo politicamente correto, não vai sobrar ninguém.
Querida e progressista Toledo, admiramos vocês e a terra digna que estão pujantemente construindo, recebam nossas escusas, mas não potencializem com cores descontextualizadas.
Ao Mauro Singer, quero que você se restabeleça deste pequeno abalo no coração, continue do mesmo jeito, receba e pague a conta desta injustiça e incompreensão que fazem com você; somos marmanjos e temos que enfrentar a vida.
Mas continue do mesmo jeito, porque você é o melhor de todos nós blogueiros do Furacão.

Como não encontrei foto sua na internet, coloquei uma do tico mineiro, quase dá na mesma.